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Os principais critérios para formular o diagnóstico são:


  • Avaliação de prejuízos causados pela droga sejam eles orgânicos, psíquicos, morais, profissionais, afetivos, legais entre outros.
  • Aparecimento de sintomas de abstinência após diminuição das doses de uso ou parada de consumo. Uma crise de abstinência pode ser moderada ou intensa vai depender do grau de dependência e da substância consumida.
  • Consumir a droga para aliviar ou evitar sintomas de abstinência
  • A relevância da droga, ou seja, o sujeito despende muito tempo para ter acesso a ela e para seu consumo, tornando-se relapso em relação a sua rotina de compromissos.
  • Aumento da tolerância, elevação das quantidades para obter o efeito desejado.
  • Descontrole relativo ao consumo
  • Após período de abstinência e volta ao consumo, reinstala-se o quadro com características acima expostas.
       É comum a existência de um segundo diagnóstico psiquiátrico associado (comorbidade) nos casos de dependência química, sendo a droga utilizada nesses casos  como uma tentativa de alívio para sintomas de doenças como  depressão, fobia social, transtornos de ansiedade, transtorno afetivo bipolar entre outros.        Sabe-se que as causas da dependência química  são complexas e diversas, é preciso considerar aspectos  psíquicos, genéticos, ambientais entre outros. Mas mesmo considerando  que  cada droga tenha um diferente  mecanismo de ação, todas elas direta ou indiretamente, agem em uma mesma via de circuitos neuronais de máxima  importância,  o chamado sistema de recompensa cerebral, constituído por uma rede complexa de neurônios que é estimulada quando fazemos atividades geradoras de prazer. É a fonte de prazer que leva o ser humano a repetir tais atividades como, por exemplo, as que garantem a sobrevivência da espécie: o sexo e a alimentação.
        Porém as drogas também ativam o sistema de recompensa direta ou indiretamente, levando o sujeito a buscar novamente o consumo. Sendo assim entende-se que a dependência química causa incide nos níveis físico e psicológico.        Muitas pessoas se equivocam ao  pensar  que após algum tempo de abstinência estão curadas. Ficar sem consumir terá que ser uma meta a estimular a cada dia. A cura ainda não chegou à seara da toxicomania. Em função disso a motivação do paciente  e o tratamento são fundamentais. O tratamento inclui suporte farmacológico e psicológico para o paciente e com freqüência para sua família.                Os problemas associados à drogadição variam conforme a pessoa, seu contexto social e familiar, condições emocionais e orgânicas, já que  como dito acima muitas sofrem de outras doenças além da dependência química.
                Existe uma gama de tratamentos que pode incluir suporte  farmacológico (medicação), psicoterapia  ou a combinação de ambos. A busca é auxiliar o paciente a construir estratégias de prevenção de recaída a partir da  identificação e avaliação das situações de risco. Também   auxilia a aprender a  manejar situações de recaída se estas ocorrerem.
                A meta do tratamento é que o indivíduo volte a funcionar produtivamente nos âmbitos familiar, social, profissional, também que recupere ou estabilize suas condições clínicas e psicológicas. E a diminuição de  exposição a situações de risco.
                Muitas pessoas farão inúmeros tratamentos ao longo de alguns anos, até obter êxito.               Outro fator relevante é o alto índice de abandono de tratamento, já que os processos de recuperação não acontecem em curto prazo, a motivação para seguir deverá ser constantemente reforçada.
       

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Principais critérios para formular o diagnóstico
A família do dependente químico
Quadro de Drogas
 

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